| Primeira Bandeira Portuguesa, a que representava "O Condado Portucalense" e depois Portugal |
A época é a da reconquista cristã na península ibérica, já depois dos Visigodos e os Suevos terem sido invadidos e conquistados pelos árabes, e o enquadramento político é o dos grandes confrontos pela reconquista cristã da península Ibérica e a recuperação das terras católicas. Tal movimento começou no século 8 dc, com Pelágio das Astúrias, logo após o avanço muçulmano pela península, ocupando-a toda exceto as Astúrias, pelas suas condições naturais acidentadas e a distância ao mediterrâneo.
A história de Pelágio é muito incerta, sendo descrito como um servo que escapou às mãos dos seus feudos no tempo da conquista arábica, como um parente do Rei Rodrigo, ou que de alguma forma era um nobre relacionado com os reis Visigodos. Mas acabando por governar as tropas ásturas, conseguiu a primeira vitória cristã, na batalha de Covadonga, que teve muitas semelhanças com várias vitórias de Viriato contra os romanos, em que cavaleiros se escondiam na floresta, atacando todos ao mesmo tempo, ao som de uma trompeta, quando o exercício inimigo se encontrava muito perto mas sem notar a sua presença. Apesar da estratégia, está-se em crêr que houve apenas 10 sobreviventes, mas que Pelágio foi auxiliado pelos locais que pegaram em armas e fizeram emboscadas ao exercito inimigo já ferido e sem mantimentos. Esta batalha é normalmente citada como o início da Reconquista Cristã na Península ibérica.
Há data do início da reconquista, havia uma forte desvantagem para o lado cristão, que se organizava em regimes feudais monárquicos, em que as terras eram depois disputadas pelos feudos, com muita pompa e cerimónia, onde ficou célebre o acto de tocar uma corneta e desfraldar o estandarte feudal aquando a conquista. O Conceito de "Guerras Santas Cristãs" também não apareceu assim tão cedo, tendo a primeira sido organizada iniciando a época das Cruzadas, a 1096.
E no final de contas, para compreender mesmo que os métodos da reconquista cristão não foram os mais rápidos, a reconquista só terminou em 1496 pela Isabela I após uma vasta novela de unificação dos reinos de Aragão e Castella, resultando numa família real forte com posses comercias do mediterrâneo de Aragão, financiando a viagem de Cristóvão Colombo à América, com posses militares de Castella e uma linhagem (através da sua filha Isabela de Aragão, que casara com o rei D. Manuel I e tivera um filho: Miguel) que antevia uma unificação ibérica sobre o poderio dos descobrimentos. Miguel acabou por morrer em 1500, mas isso são histórias para mais tarde. A esta data da tomada do reino muçulmano de Granada, em termos cronológicos estávamos mais próximos do computador do que do início da reconquista. E a evolução tecnológica não foi convincente também: desde o início das hostilidades nas Astúrias, com a tecnologia trazida pelo mundo árabe para a península, não se viu nenhum salto tecnológico semelhante na península nesse período com exceção da náutica dos descobrimentos, e a evolução na engenharia de moinhos de vento e noras. Tudo deste a arquitetura à Matemática permanecia igual ao que o mundo árabe havia trazido.
Tal lentidão, principalmente do lado Espanhol, teve consequências a nível político e tecnológico avassaladoras, existindo ainda hoje em dia alguns movimentos separatistas.
| Foral dado ao conselho de Loriga, na Serra da Estrela |
| Mapa do Condado Portucalense em 1070 |
Fonte (entre outros):
http://pt.wikipedia.org/wiki/1143
http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_de_Portuga
Mattoso, José. D. Afonso Henriques. 2ª ed. Lisboa: Temas e Debates, 2014. ISBN 978-972-759-911-0
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